06/03/2012



O deputado Jorge Pozzobom, líder partidário do PSDB, apresentou, nesta terça-feira (6), o que chamou de “uma visão crítica do primeiro ano do governo Tarso Genro”. O tema pautou o período do Grande Expediente da sessão plenária desta tarde. “Faço uma avaliação crítica, respeitosa, mas sobretudo verdadeira sobre aquilo que nós pensamos”, justificou. Na tribuna, Pozzobom explicou que a sua fala é uma contraposição a outros Grandes Expedientes ocupados pelos deputados Raul Pont (PT), Valdeci Oliveira (PT) e Raul Carrion (PCdoB).
Segundo o líder tucano, o primeiro ano do governo Tarso caracterizou-se pela “incompetência administrativa, irresponsabilidade fiscal e gestão temerária”. Pozzobom expôs como principais argumentos para a avaliação apresentada a condução do governo nos casos do pagamento do piso nacional ao magistério estadual e a alteração da lei 12.577/2006, proposta no Projeto de Lei 448/2011. O PL, que se refere às mudanças nas regras para promoções dos Oficiais da Brigada Militar, está na ordem do dia da sessão de hoje e tranca a pauta de votações.
O parlamentar afirmou que o PL 448/2011 é exemplo da falta de diálogo do governo com o Legislativo. “ O governo utilizou o regime de urgência para evitar o diálogo. A família brigadiana não foi ouvida”, enfatizou. Pozzobom afirmou ainda que a modificação proposta no PL atribui aos critérios subjetivos valor superior aos critérios objetivos. “Os critérios subjetivos dão margem à partidarização. O governo quer promover um aparelhamento político na Brigada Militar”, avaliou.
As críticas ao governo Tarso apresentadas pelo deputado enfocaram ainda o pagamento do piso nacional do magistério. Pozzobom afirmou que o tema mostra “a maneira do PT fazer política”. Ele cobrou o cumprimento da lei que estabelece o piso e lembrou que o pagamento do piso foi promessa de campanha do governo Tarso. “O não cumprimento do piso nacional gerará expressivo passivo trabalhista”, observou.
Ao final, Pozzobom ainda mencionou decisões tomadas nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, como a criação do Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, propostas que, segundo ele, o PT foi contrário. “Fiz questão de lembrar estes itens porque um bom governo é feito de decisões e não de circunstâncias eleitorais”, argumentou.

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